‘Só serei candidato a governador’. Garotinho coloca Republicanos contra a parede.
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Apesar do histórico de envolvimento em escândalos de corrupção, a declaração de garotinho aumenta a pressão sobre a direção da legenda, que também avalia o nome do ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português, como alternativa para a corrida ao Palácio Guanabara.

Anthony Garotinho voltou a colocar o Republicanos contra a parede na disputa interna pela candidatura ao Governo do Estado. O ex-governador avisou que só aceita entrar na eleição se for cabeça de chapa. Caso o partido escolha outro nome, ele garante que não disputará qualquer outro cargo, nem para deputado estadual, nem para deputado federal.
A declaração aumenta a pressão sobre a direção da legenda, que também avalia o nome do ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português, como alternativa para a corrida ao Palácio Guanabara. Nos bastidores, a avaliação é de que a recente liberação da candidatura de Marcelo Crivella ao Senado pode reforçar a necessidade de o Republicanos lançar um candidato próprio ao governo para fortalecer o palanque da legenda.
Mas, quando o assunto é Garotinho, a discussão inevitavelmente vai além da estratégia eleitoral.
O ex-governador retorna ao cenário político depois de ter recuperado seus direitos eleitorais graças a uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou uma condenação anteriormente utilizada para mantê-lo inelegível. A decisão abriu novamente as portas para que ele dispute eleições.
Isso, porém, não apaga o longo histórico de investigações, prisões e condenações que marcaram sua trajetória política.
Ao longo dos últimos anos, Garotinho foi alvo de diversas operações policiais e do Ministério Público, incluindo investigações sobre corrupção eleitoral, compra de votos, organização criminosa e irregularidades na gestão pública. Em diferentes momentos chegou a ser preso preventivamente, utilizou tornozeleira eletrônica e enfrentou sucessivas disputas judiciais envolvendo a Lei da Ficha Limpa e sua elegibilidade. Parte dessas decisões foi posteriormente revista ou anulada por instâncias superiores, mas o conjunto de episódios consolidou uma das trajetórias mais controversas da política fluminense.
Apesar disso, Garotinho mantém uma base fiel de apoiadores e segue apostando no discurso de que pode voltar ao comando do estado.
Agora, cabe ao Republicanos decidir se aposta em um nome conhecido, mas carregado por um histórico de escândalos, ou se prefere apresentar ao eleitorado uma alternativa menos desgastada.
A pergunta que fica é simples: depois de tudo o que já aconteceu, o eleitor fluminense estaria disposto a dar mais uma chance a Anthony Garotinho?





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