Racha no PT leva Quaquá a aliança com candidato de Flávio Bolsonaro e expõe contradição na esquerda fluminense
- há 3 dias
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Crise interna no PT fluminense redesenha o cenário eleitoral de 2026 e cria uma composição política inusitada, aproximando um dos principais dirigentes petistas do Rio de um candidato apoiado por Flávio Bolsonaro.

A disputa interna do PT fluminense ganhou um novo capítulo e promete produzir um dos cenários políticos mais inusitados das eleições de 2026. A decisão do prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), de retirar o apoio à pré-candidatura da deputada federal Benedita da Silva (PT) ao Senado escancarou o racha na legenda e abriu caminho para uma aproximação inédita com o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), nome apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro e pela chapa da direita no Estado.
A movimentação de Quaquá representa mais do que uma divergência interna. Na prática, cria uma situação em que Canella poderá contar com um palanque petista em Maricá, enquanto, no restante do estado, seguirá como um dos principais nomes da chapa liderada pelo presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), pré-candidato ao Governo do Estado com apoio de Flávio Bolsonaro.
Segundo revelou Quaquá, Benedita teria cometido um "erro político" ao defender publicamente que o PT lançasse uma candidatura própria ao Governo do Rio, contrariando a estratégia nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trabalha pela aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD). Como consequência, o dirigente petista anunciou que não apoiará mais a deputada na disputa pelo Senado.
Ao mesmo tempo, informações divulgadas pelo colunista Cláudio Magnavita apontam que Quaquá e Canella construíram uma parceria política que deverá refletir diretamente na campanha eleitoral em Maricá, fortalecendo o candidato ao Senado justamente em um dos principais redutos eleitorais do PT no estado.





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