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Paes e Ceciliano trocam farpas e elevam tensão entre PSD e PT no Rio

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Prefeito associa petista a Rodrigo Bacellar, afastado da Alerj, e ouve como resposta acusação de neutralidade em relação a Lula



A costura por alianças para a eleição deste ano no Rio ganhou novos contornos nos últimos dias com a troca pública de acusações entre o prefeito Eduardo Paes (PSD), e o secretário de Assuntos Legislativos do Palácio do Planalto, André Ceciliano (PT). O embate expôs fissuras na relação entre aliados nacionais e antecipou o clima de disputa em torno da sucessão no Palácio Guanabara e do palanque presidencial no estado.



Paes afirmou que Ceciliano estaria articulando uma candidatura na eleição indireta para o governo fluminense, prevista para ocorrer caso o governador Cláudio Castro (PL) se desincompatibilize para disputar o Senado. Segundo o prefeito, o petista representaria a continuidade do grupo político do ex-presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar (União), preso e afastado do cargo sob suspeita de envolvimento em um esquema de vazamento de informações ligadas ao crime organizado.


O padrinho da candidatura do André Ceciliano é o Bacellar. Ceciliano e Bacellar são a mesma coisa”, disse Paes, em declaração ao jornal O Globo, acrescentando que não pretende ser “refém do mesmo grupo do qual o governador Cláudio Castro é refém”.

“Fala nervosinha”


Alvo das críticas, Ceciliano reagiu classificando a fala do prefeito como desproporcional. Disse não ser candidato a nenhum cargo majoritário em 2026 e afirmou que Paes lhe atribui um protagonismo exagerado.


“Em nenhum momento coloquei meu nome como candidato a coisa alguma em 2026, a não ser a deputado estadual. Percebo na fala nervosinha do prefeito que ele está dando uma importância a mim maior do que eu imaginava, e isso me deixa sinceramente lisonjeado”, afirmou

O petista reconheceu que tem sido procurado por deputados para discutir a eleição indireta, mas condicionou qualquer movimento a um projeto que ajude a fortalecer a reeleição do presidente Lula (PT) no Rio de Janeiro, estado que ele classificou como “berço do bolsonarismo”.


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