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Outubro Rosa em Maricá: Prefeitura promove caminhada em prol da prevenção, mas não compra mamógrafo.

  • Foto do escritor: Heloisa Erthal
    Heloisa Erthal
  • 24 de out. de 2023
  • 2 min de leitura

Enquanto mulheres fazem ato pela conscientização, a falta de mamógrafo expõe ineficiência da administração municipal.



No último sábado, 21 de outubro, mulheres de todas as idades se reuniram no centro da cidade de Maricá, no estado do Rio de Janeiro, para participar de uma manifestação promovida pela prefeitura, em prol do Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização e combate ao câncer de mama. Vestidas de rosa e carregando cartazes e faixas com mensagens de otimismo, elas marcharam com o objetivo de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce na luta contra o câncer de mama, que afeta milhares de mulheres anualmente.


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No entanto, enquanto a prefeitura gasta com trio para promover ação em prol da conscientização sobre o câncer de mama, uma questão crítica veio à tona: Maricá não possui mamógrafo. Isso significa que centenas de mulheres estão atualmente na fila de espera para realizar o exame de mamografia, que é essencial para o diagnóstico precoce da doença que mais acomete as mulheres no Brasil.


Tereza Alves, de 54 anos, expressou sua frustração, afirmando: "Quase sempre só tem vaga para o Rio Imagem. Não entendo eles fazerem caminhada em Maricá, falar que tem caminhão alugado pra isso, mas a gente não consegue realizar o exame na cidade."

Com um orçamento de quase 1 bilhão de reais previsto para 2023 apenas na área da gestão da saúde, a falta de um centro de imagem em Maricá para a realização de exames como a mamografia deixa os moradores descontentes. Os moradores vêm cobrando que esses investimentos se traduzam em melhor qualidade e rapidez no atendimento, no entanto, não têm visto a construção de novas unidades de saúde e os postos de saúde estão sobrecarregados e com estrutura insuficiente para atender adequadamente a população.


Os problemas na atenção básica também têm sido alvo de críticas frequentes dos moradores, muitas vezes devido à falta de insumos e medicação. As mulheres de Maricá não querem ter mamógrafos apenas durante o mês de outubro, mas necessitam acesso a esse exame ao longo de todo o ano, assim como toda a população que precisa de um centro de imagem de referência na cidade.


Enquanto cidades vizinhas, como São Gonçalo, com orçamentos significativamente menores, têm à disposição centros de imagem de qualidade para seus cidadãos, a falta de um mamógrafo em Maricá continua sendo uma questão crítica e urgente e que evidencia a ineficiência e má gestão do prefeito Fabiano Horta (PT).

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