Quaquá deu o bote: exonerou 30 servidores da Prefeitura de Maricá e desfez o gabinete de seu vice, Joãozinho
- 5 de fev.
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Ao esvaziar o vice, prefeito consolida controle da máquina e acirra racha dentro do PT em Maricá

A política de Maricá entrou em uma nova fase de tensão explícita dentro do próprio PT. O prefeito Washington Quaquá decidiu ir além das disputas silenciosas e promoveu uma intervenção direta no espaço de poder do vice-prefeito João Maurício de Freitas, o Joãozinho, histórico dirigente da legenda no estado.
Por meio de portaria publicada no Jornal Oficial do Município, Quaquá exonerou mais de 30 cargos comissionados ligados ao gabinete do vice. Na prática, a medida desmonta a estrutura administrativa de Joãozinho e reduz drasticamente sua capacidade de articulação política dentro do governo municipal.
O gesto, longe de ser apenas administrativo, carrega forte conteúdo político. A leitura predominante é de que o prefeito decidiu neutralizar movimentos que vinham sendo interpretados como ameaça ao seu grupo mais próximo. No centro do conflito está a aproximação entre Joãozinho e Fabiano Horta, ex-prefeito da cidade e nome influente no campo petista local.
A aliança incomodou Quaquá por um motivo claro: ela cria um polo alternativo de poder em um momento em que o prefeito trabalha para consolidar seu domínio político e pavimentar projetos eleitorais futuros, inclusive envolvendo familiares, seu filho Diego é candidato a federal, assim como Horta que lançou seu nome também. Quaquá entende que Maricá é pequeno demais para o partido ter muitas opções. O recado foi direto: quem desafiar o comando da máquina paga o preço.
A decisão aprofunda o racha interno no Partido dos Trabalhadores em Maricá e escancara um modelo de gestão cada vez mais centralizador. Aliados históricos passam a ser tratados como obstáculos quando não se alinham integralmente aos planos do chefe do Executivo.
Com isso, Quaquá deixa claro que a disputa interna deixou o campo do discurso e entrou no terreno das decisões duras. Em ano pré-eleitoral, o movimento tende a redesenhar alianças, gerar ressentimentos e ampliar a instabilidade política na cidade — tudo sob o comando de um prefeito que demonstra não tolerar dissidências dentro de casa.





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