Vereador Allan Lyra protocola pedido de cassação de Benny Briolly por excesso de faltas na Câmara de Niterói
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Vereador do PL aponta possível descumprimento constitucional; parlamentar do PSOL reage com ataques e nega irregularidades. Assista ao vídeo

Na tarde desta terça-feira (24), o vereador Allan Lyra (PL) protocolou um pedido de cassação contra a vereadora Benny Briolly (PSOL), reacendendo o debate sobre assiduidade e responsabilidade no exercício do mandato parlamentar em Niterói.
O pedido tem como base a Constituição Federal, que prevê a perda de mandato em casos de ausência excessiva não justificada nas sessões legislativas. Segundo levantamento apresentado por Allan Lyra, ao longo de 2025 foram realizadas 99 sessões ordinárias, das quais Benny teria se ausentado em 33 sem justificativa formal — número que atingiria o limite de um terço previsto na legislação.
O parlamentar do PL afirma que o pedido foi protocolado após um trabalho detalhado de apuração e destacou que a medida visa garantir o cumprimento das regras institucionais.
“Fizemos um trabalho minucioso de averiguação, por isso protocolamos esse pedido de maneira responsável, para que as informações sejam verificadas. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a cassação deve ser aplicada, como determina a Constituição”, declarou Allan Lyra.
O caso ganha ainda mais repercussão por já haver registros anteriores sobre o tema. Reportagem do jornal O Globo, publicada no ano passado, apontou que Benny Briolly liderava o ranking de faltas sem justificativa na Câmara de Niterói, o que reforça o argumento apresentado pelo vereador do PL.
Do outro lado, Benny reagiu de forma agressiva e arrogante. A vereadora afirmou que não deve satisfações ao colega de parlamento e classificou a oposição como “corja”. Segundo ela, todas as suas ausências possuem justificativa ou estão relacionadas a atividades institucionais, inclusive fora do estado.
A parlamentar também alegou representar a Câmara em agendas junto ao Ministério das Mulheres, ao Ministério dos Direitos Humanos e em organizações nacionais e internacionais.
“Quer colocar para cassar, pode colocar. Você acha que mandato me faz? Eu sou uma figura nacional”, afirmou Benny, em tom elevado. Em outra declaração, chegou a mencionar participação em organismos internacionais, como a ONU.
Apesar das acusações, o caso ainda depende de análise formal pela Câmara Municipal, que deverá avaliar a consistência dos dados apresentados e garantir o direito de defesa.
Nos bastidores, o episódio reforça o clima de tensão política na cidade e levanta questionamentos sobre o compromisso da parlamentar em questão com suas funções básicas do mandato.





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