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PT do Rio vive guerra interna e deixa campanha de Lula sem comando definido no estado

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Brigas por espaço político atrasam definição de comando e revelam fragilidade na articulação petista.



A pouco mais de quatro meses do início oficial da corrida eleitoral, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um problema político no Rio de Janeiro: a falta de um coordenador estadual para conduzir sua articulação eleitoral. O impasse expõe o cenário de divisão dentro do PT fluminense e levanta dúvidas sobre a capacidade da legenda de atuar de forma unificada em um dos principais colégios eleitorais do país.



Nos bastidores, o principal foco da disputa está no rompimento entre o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, e a deputada federal Benedita da Silva, pré-candidata ao Senado. Enquanto aliados de Benedita rejeitam a liderança de Quaquá, o grupo ligado ao prefeito também encontra resistência dentro do partido. O resultado é um ambiente marcado por disputas internas justamente no momento em que a campanha presidencial precisaria demonstrar organização e unidade.


Embora Lula já tenha sinalizado apoio ao prefeito Eduardo Paes para o governo estadual e a Benedita para o Senado, o PT ainda não conseguiu definir quem ficará responsável por coordenar a estratégia eleitoral do presidente no Rio. Segundo o presidente estadual da sigla, Diego Quaquá, Washington Quaquá seria o nome mais provável para a função. A possibilidade, porém, encontra forte oposição dentro da própria legenda.


Entre os petistas que resistem à indicação estão lideranças como Lindbergh Farias, o ex-presidente da Alerj André Ceciliano e o ex-prefeito de Maricá Fabiano Horta. Integrantes do partido avaliam que Quaquá tem dificuldades para unificar os diferentes grupos internos, fator considerado essencial para uma coordenação eleitoral eficiente.


A indefinição revela um problema recorrente da esquerda fluminense: a dificuldade de construir consensos internos mesmo diante de uma eleição considerada estratégica para o governo federal. Enquanto correntes petistas disputam espaço e protagonismo, a campanha de Lula segue sem uma liderança estadual formalmente definida, situação que pode prejudicar a mobilização política e eleitoral no Rio de Janeiro.


Nos corredores do partido, há quem defenda que a coordenação acabe sendo absorvida pela estrutura da campanha majoritária de Benedita da Silva. Outros admitem que, até o momento, não existe qualquer definição concreta. O cenário reforça a percepção de que as disputas internas continuam consumindo energia da legenda, em vez de concentrar esforços na organização da campanha presidencial no estado.

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