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MAJOR, SUBSECRETÁRIO DA SEOP, É CONDUZIDO À 77ª DP APÓS IMPEDIR EVENTO NO CAIO MARTINS; DOUGLAS GOMES ACUSA ABUSO DE AUTORIDADE

  • 12 de jun.
  • 2 min de leitura

Evento havia recebido autorizações e estava com estrutura montada quando fiscalização determinou a interrupção; organizadores questionam decisão e cobram explicações da Prefeitura


O cancelamento do arraial que seria realizado no Estádio Caio Martins, em Niterói, gerou revolta entre organizadores, trabalhadores e moradores na noite desta quinta-feira. O evento, que já contava com estrutura montada e documentação previamente aprovada pelos órgãos competentes, foi interrompido após a chegada de equipes de fiscalização ao local.


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Segundo relatos dos organizadores, a decisão teria sido baseada em apontamentos da Defesa

Civil relacionados a um relatório elaborado em 2023. A medida pegou os responsáveis pela festa de surpresa, já que, de acordo com eles, todas as exigências legais haviam sido cumpridas, incluindo a obtenção de alvarás e demais autorizações necessárias para a realização do evento.


A situação provocou um intenso bate-boca entre os envolvidos e representantes do poder público. Muitos questionaram por que a suposta condição de risco do local só foi utilizada para impedir o arraial justamente no dia do evento, após semanas de preparação e investimentos realizados pelos organizadores.


Outro ponto levantado pelos presentes foi o fato de o complexo continuar recebendo atividades esportivas e de lazer diariamente, além da realização da tradicional feira da Rua Lopes Trovão aos sábados. Segundo os questionamentos feitos no local, se existe efetivamente risco estrutural nas arquibancadas, por que a área ao redor não foi isolada anteriormente para garantir a segurança de frequentadores, feirantes e pedestres?


O vereador Douglas Gomes esteve no local junto com outros parlamentares da oposição para acompanhar a situação e cobrou explicações das autoridades responsáveis pela fiscalização.


Durante a discussão, Douglas questionou o major e subsecretário da SEOP, David Ricardo Gonçalves, alegando que não teria sido apresentado nenhum documento formal revogando as licenças já concedidas para a realização do evento.


Diante da situação, Douglas Gomes acusou o agente de abuso de autoridade e deu voz de prisão ao major, solicitando a presença da Polícia Militar para registrar a ocorrência e apurar os fatos.


Até o momento, não há definição sobre uma possível liberação do arraial. Organizadores aguardam um posicionamento oficial das autoridades responsáveis, enquanto cresce a insatisfação com a condução do caso e os prejuízos causados pelo cancelamento de um evento que, segundo os responsáveis, já estava legalmente autorizado para acontecer.

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