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PSD aciona STF e amplia crise institucional no Rio após eleição legítima na Alerj

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Partido questiona validade da votação aberta e alega violação a princípios constitucionais no processo que definiu comando da Casa na última sexta (17)



A disputa pelo controle político do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo nesta semana após o PDT acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a eleição do deputado Douglas Ruas à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).



A ofensiva judicial ocorre após a vitória de Ruas, eleito com 44 votos em uma sessão com candidatura única, marcada pelo boicote de partidos alinhados ao grupo político do prefeito Eduardo Paes.


Eleição seguiu rito legal e teve aval prévio da Justiça


Antes mesmo da votação, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro já havia rejeitado tentativas de suspender o pleito e manteve a realização da eleição com voto aberto, entendimento baseado na autonomia do Legislativo estadual.


A eleição, portanto, ocorreu dentro do trâmite institucional vigente. Ainda assim, partidos derrotados decidiram levar o caso ao STF, pedindo a anulação do resultado e a realização de uma nova votação com voto secreto.


Judicialização ocorre em meio à disputa pelo governo do estado


O movimento não acontece isoladamente. A presidência da Alerj tem impacto direto na sucessão estadual, já que o cargo integra a linha sucessória do governo.


O Rio vive uma crise institucional após a vacância simultânea dos cargos de governador e vice, o que levou o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, a assumir interinamente o Executivo até definição do modelo de eleição pelo STF.


Hoje, o Supremo analisa justamente se a escolha do novo governador será por eleição direta ou indireta — processo que já tramita na Corte em ações anteriores envolvendo o tema.


STF já analisa modelo de eleição enquanto novas ações são apresentadas


A nova ação do PDT se soma a esse cenário, ampliando a judicialização de uma disputa que já está sob análise do Supremo.


Nos bastidores, a avaliação é de que a estratégia busca alterar o equilíbrio político antes da definição final sobre a sucessão estadual, uma vez que o comando da Alerj pode influenciar diretamente esse processo.


Disputa política expõe tensão entre poderes


Enquanto o STF ainda não conclui o julgamento sobre o modelo eleitoral, o estado segue sob comando interino do Judiciário. Paralelamente, decisões recentes indicam movimentações administrativas e políticas que impactam o equilíbrio entre grupos dentro da máquina pública.


A ofensiva judicial contra a eleição da Alerj ocorre nesse contexto de tensão entre Legislativo, Judiciário e grupos políticos rivais — evidenciando que a crise no Rio de Janeiro vai além de uma disputa interna da Assembleia e se tornou um embate mais amplo pelo controle do governo estadual.





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