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Marcha para Jesus ou palanque eleitoral? Parlamentar acusa Rodrigo Neves de usar fé para impulsionar candidatura de primeira-dama

  • 24 de abr.
  • 2 min de leitura

Segundo o Douglas Gomes (PL), a estrutura e os recursos públicos destinados ao evento que, conforme divulgado, chegam a cerca de R$ 1,5 milhão, estariam sendo utilizados para impulsionar a imagem da primeira-dama e possível candidata, Fernanda Sixel.


A realização da tradicional Marcha para Jesus em Niterói, prevista para este ano, entrou no centro de uma nova controvérsia política após críticas de um vereador, que acusa o prefeito Rodrigo Neves de utilizar o evento religioso como instrumento de promoção eleitoral.



Segundo Douglas Gomes (PL), a estrutura e os recursos públicos destinados ao evento que, conforme divulgado, chegam a cerca de R$ 1,5 milhão, estariam sendo utilizados para impulsionar a imagem da primeira-dama e possível candidata, Fernanda Sixel.


“O que era para ser um momento de fé está sendo transformado em palanque político”, afirmou o vereador.
“Estamos falando de dinheiro público sendo usado para promover uma pré-candidatura. Isso precisa ser investigado.”

A crítica ganhou ainda mais força diante da proximidade do calendário eleitoral, levantando questionamentos sobre a finalidade do investimento. Para opositores, a visibilidade proporcionada por um evento de grande porte, com ampla participação popular, poderia beneficiar diretamente a imagem de Fernanda Sixel.


De acordo com a denúncia, o montante de R$ 1,5 milhão destinado à Marcha não se limitaria à organização do evento religioso, mas também funcionaria, na prática, como mecanismo indireto de promoção política. “Quando se coloca uma figura pública em evidência em um evento dessa magnitude, com recursos da prefeitura, é impossível ignorar o impacto eleitoral disso”, acrescentou o parlamentar.


Especialistas em direito eleitoral ouvidos pela reportagem apontam que, caso fique comprovado o desvio de finalidade, a situação poderia, em tese, configurar abuso de poder econômico. Esse tipo de conduta ocorre quando há utilização indevida de recursos , especialmente públicos , para influenciar o equilíbrio da disputa eleitoral.


Por outro lado, a Prefeitura de Niterói ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações. A organização do evento, por sua vez, sustenta que a Marcha para Jesus é uma celebração tradicional, de caráter religioso e cultural, sem finalidade político-partidária.


A própria Fernanda Sixel também não comentou diretamente as críticas até o momento. Aliados, entretanto, negam qualquer irregularidade e afirmam que a participação de autoridades públicas em eventos religiosos é comum e legítima.


O debate, no entanto, tende a ganhar novos capítulos. Em ano eleitoral, a linha entre atos institucionais e promoção pessoal costuma ser analisada com rigor pela Justiça Eleitoral, especialmente quando envolve recursos públicos e possíveis candidatos.

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