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Fux vota por eleição indireta para governador; placar está em 1 a 1. Julgamento retorna hoje

  • há 2 horas
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (8) para que a escolha do novo governador do Rio seja feita por eleição indireta, abrindo divergência em relação ao relator da ação, Cristiano Zanin. Com isso, o placar ficou em 1 a 1.



O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, suspendeu o julgamento, que retornará nesta quinta-feira (9).


Fux questionou motivação do PSD para abrir reclamação contra eleição indireta


Antes de entrar no mérito, Fux questionou a própria validade da ação, ao apontar que o partido autor, PSD, não teria interesse jurídico para apresentar a reclamação. Segundo o ministro, haveria apenas interesse político ou eleitoral, o que, na sua avaliação, não é suficiente para acionar o STF.


Ele reforçou que, conforme a legislação eleitoral, apenas os delegados credenciados junto ao Tribunal Regional Eleitoral podem representar o partido.


“Subverter essa lógica constituiria grave violação do princípio constitucional do caráter nacional dos partidos”, disse o ministro, defendendo que diretórios estaduais não podem atuar em causas já julgadas pelo TSE.

No mérito, Fux defendeu que a decisão do TSE, que prevê eleições indiretas quando a vacância ocorre a menos de seis meses do fim do mandato, está em conformidade com a lei. Ele ressaltou que a norma garante segurança jurídica.


Ministros ainda discutem voto aberto ou secreto e prazo de desincompatibilização para eventual eleição indireta


O STF também analisou nesta quarta a ação que estabelece regras para uma eventual eleição indireta para governador do Rio. Até o momento, apenas os ministros Luiz Fux e Cristiano Zanin votaram.


Fux, relator, defendeu voto secreto devido ao cenário de instabilidade política e validou o prazo de 24 horas para que os candidatos se desincompatibilizem, conforme a Alerj. Segundo ele, a medida garante segurança jurídica e respeita a legislação eleitoral.


Zanin acompanhou o relator quanto ao prazo, mas discordou sobre o formato da votação e defendeu que seja aberta, para assegurar transparência no processo.

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