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Bandido envolvido em morte de policial no Muquiço é baleado

  • há 10 minutos
  • 2 min de leitura

Ação foi realizada pela Delegacia de Homicídios da Baixada na manhã desta sexta-feira (24)



A Polícia Civil do Rio de Janeiro intensificou, nesta sexta-feira (24), a ofensiva contra integrantes da facção criminosa que atua na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, Zona Norte da capital. Durante a ação, um dos investigados por participação no assassinato do policial civil Carlos Alberto Freire Neto foi baleado após, segundo a corporação, atacar as equipes durante o cumprimento da operação.


O alvo da operação é Paulo Roberto Barreto da Silva, conhecido pelos apelidos "PL" e "Arcanjo". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como integrante do tráfico de drogas da comunidade e figura entre os suspeitos de envolvimento no ataque que resultou na morte do agente da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), ocorrida no último dia 8 de julho.


A ofensiva foi conduzida por agentes da DHBF e da 96ª DP (Miguel Pereira). Segundo a versão oficial, ao localizar o suspeito, os policiais foram recebidos a tiros, dando início a um confronto. Paulo Roberto acabou baleado, foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Carlos Chagas, onde permanece internado sob custódia. Após receber alta médica, deverá ser autuado em flagrante e transferido para o sistema prisional.


Com o investigado, os agentes apreenderam uma pistola Glock com dois carregadores, drogas e um rádio comunicador utilizado, segundo as investigações, para monitorar a movimentação das forças de segurança. Durante a operação, também foi localizada uma central clandestina de internet instalada na comunidade, estrutura que, conforme a polícia, era utilizada para dar suporte às atividades da organização criminosa.


As investigações indicam que Paulo Roberto possui antecedentes criminais e, de acordo com a Polícia Civil, costumava ostentar armamentos nas redes sociais, comportamento frequentemente associado à tentativa de demonstrar poder e fortalecer a influência de facções criminosas sobre territórios dominados pelo tráfico.


Investigação continua


Esta é mais uma etapa da operação destinada a identificar e prender todos os responsáveis pelo assassinato do policial Carlos Alberto Freire Neto. Nos últimos dias, as investigações já resultaram na prisão de outros suspeitos ligados ao grupo criminoso que atua no Muquiço, além da apreensão de um adolescente.


Relembre o caso


Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, foi morto em 8 de julho durante uma diligência da Polícia Civil na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe. A equipe ocupava uma viatura descaracterizada quando foi surpreendida por criminosos armados. O policial foi atingido na cabeça e, mesmo gravemente ferido, ainda conseguiu conduzir o veículo em busca de socorro. Apesar do esforço das equipes médicas, ele não resistiu aos ferimentos. Na mesma ação criminosa, outra policial civil também foi baleada na perna e sobreviveu após ser submetida a cirurgia.


A Polícia Civil afirma que as diligências continuam para localizar os demais envolvidos no atentado e reforça que ataques contra agentes de segurança pública serão tratados como prioridade nas investigações.



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