top of page

Vice de Eduardo Paes é alvo de busca e apreensão da PF

  • há 20 minutos
  • 2 min de leitura

Investigação da PF mira Jane Reis por suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial em suposto esquema financeiro.



A operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (30) colocou no centro das atenções Jane Reis (MDB), apontada como vice na chapa do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), para a disputa pelo Governo do Estado. A investigação, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, também tem como principal alvo o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, irmão de Jane.


De acordo com a Polícia Federal, Jane Reis é investigada sob a suspeita de atuar como operadora financeira do grupo familiar. Os investigadores afirmam que há indícios de utilização de terceiros para registrar bens e movimentar recursos com o objetivo de ocultar patrimônio. A apuração ainda está em andamento e não há decisão judicial definitiva sobre o mérito das acusações.


Embora Eduardo Paes não seja alvo da investigação, a operação produz efeitos no cenário político ao atingir justamente a integrante escolhida para compor sua chapa. O episódio tende a aumentar a pressão sobre o prefeito carioca para explicar os critérios da aliança com o grupo político dos Reis, que há anos acumula investigações e episódios de grande repercussão envolvendo órgãos de controle e a Polícia Federal.


A escolha de Jane como companheira de chapa havia sido interpretada como um movimento estratégico para ampliar a influência eleitoral de Paes na Baixada Fluminense. Agora, porém, a mesma aliança passa a representar um potencial passivo político, oferecendo munição a adversários que devem explorar o caso durante a campanha.


A investigação da PF também reacende o debate sobre as alianças firmadas para a sucessão estadual. Para adversários de Eduardo Paes, o episódio reforça questionamentos sobre a aproximação com um grupo político frequentemente associado a investigações criminais, ainda que seus integrantes neguem irregularidades e tenham direito à ampla defesa.


A Polícia Federal prossegue com as diligências para apurar o suposto esquema financeiro e reunir novos elementos sobre a movimentação patrimonial dos investigados. Até o momento, a operação representa uma fase investigativa e não implica condenação dos envolvidos.

Comentários


bottom of page