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Racha no PDT escancara isolamento de Vitor Júnior e deixa de Rodrigo Neves em saia justa

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Disputa entre Vitor Júnior e Axel Grael escancara divisão interna, constrange o prefeito e fragiliza o discurso de unidade do partido



O PDT de Niterói vive um racha que vai muito além de uma simples divergência eleitoral. A disputa entre o deputado estadual Vitor Júnior e o ex-prefeito Axel Grael por uma vaga na Câmara dos Deputados escancarou vaidades, falta de coordenação política e um constrangimento público difícil de contornar para o prefeito Rodrigo Neves.



Até pouco tempo, o desenho interno do partido apontava para Vitor Júnior como o nome natural do PDT para a disputa federal em Niterói. Esse sinal vinha sendo dado, inclusive, pelo próprio Rodrigo Neves, que já indicava, nos bastidores, esse caminho como o mais provável para a legenda no pleito deste ano.


O cenário mudou com o lançamento da pré-candidatura de Axel Grael. A decisão, chancelada pela cúpula pedetista, embaralhou o jogo e fez Vitor Júnior se sentir claramente preterido dentro do próprio partido. A reação foi imediata: o deputado tornou pública sua insatisfação, questionou a viabilidade de duas candidaturas federais na cidade e chegou a colocar em dúvida sua permanência na legenda.


Rodrigo Neves tentou administrar a crise, mas acabou se envolvendo ainda mais no desgaste. O prefeito esteve presente no evento de lançamento da pré-candidatura de Axel Grael, gesto interpretado como sinal inequívoco de apoio político. No entanto, o movimento seguinte chamou atenção nos bastidores: a postagem que registrava sua participação foi apagada, evidenciando o desconforto e a tentativa de recuo diante da repercussão negativa interna. O gesto, longe de pacificar, acabou servindo como prova do mal-estar instalado no partido.


Após o agravamento da crise, Rodrigo Neves passou a atuar como bombeiro político. Em apelo direto, conseguiu que Vitor Júnior recuasse de uma ruptura mais dura e mantivesse a liderança do PDT na ALERJ, numa tentativa clara de estancar a sangria e preservar minimamente a unidade partidária.


O problema é que, do ponto de vista eleitoral, a crise revela um vazio difícil de disfarçar. Axel Grael chega à disputa carregando o peso de uma gestão municipal amplamente criticada entre 2021 e 2024 — um governo apagado, burocrático e sem entregas expressivas, marcado por escândalos e frequentemente lembrado como um dos períodos mais fracos da administração recente da cidade.


Do outro lado, Vitor Júnior também não apresenta um mandato estadual que empolgue. Sua atuação na ALERJ é vista como discreta, sem projetos ou resultados de grande impacto que o credenciem como um nome competitivo para uma eleição federal. O embate, portanto, não nasce de projetos ou visões de país, mas da disputa por espaço dentro de um partido que sofre com a escassez de quadros fortes.


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