PSOL no RJ Pode se Afastar do PT e do Palanque de Lula com Candidatura Própria
- 11 de fev. de 2025
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O PSOL do Rio de Janeiro enfrenta um dilema estratégico: lançar uma candidatura própria contra o prefeito Eduardo Paes e o candidato que será apoiado pelo governador Cláudio Castro. A decisão expõe a fragmentação da esquerda no estado, especialmente diante do apoio do PT à reeleição de Paes, que busca consolidar uma aliança com os petistas e já negocia a vaga de vice para a sigla.
Para viabilizar essa candidatura independente, o PSOL precisará formar uma coligação distinta da do PT no Rio, o que pode criar embaraços para o partido no cenário nacional.
A pressão interna no PSOL fluminense é grande. Muitos candidatos a deputado estadual e federal não querem abrir mão do apoio do presidente Lula em suas campanhas, o que pode levar a contradições semelhantes às vistas em 2022, quando Rodrigo Neves (PDT) usou a imagem de Lula mesmo sem ter o PT oficialmente em sua coligação.
O PSOL do Rio, aliás, ainda não superou completamente a filiação de Marcelo Freixo e Anielle Franco ao PT, o que intensificou a crise interna na legenda. Em 2022, o partido esteve ao lado do PT para apoiar Freixo pelo PSB, mas agora busca uma alternativa para se fortalecer eleitoralmente sem ficar à sombra do petismo.
O cenário no Rio reflete uma disputa de egos e interesses dentro da esquerda, onde alianças são formadas não por princípios, mas por cálculos políticos e conveniência eleitoral.





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