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Lula descumpre orientação do TSE e invade pista da Sapucaí ao lado de Eduardo Paes e Rodrigo Neves

  • há 4 horas
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Já como pré-candidato, Lula ocupa a pista da Sapucaí em desfile que o homenageia, ao lado de Paes e Rodrigo Neves, em meio a questionamentos sobre propaganda eleitoral antecipada.



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a gerar controvérsia ao aparecer na Marquês de Sapucaí durante o desfile da escola de samba Unidos do Viradouro, de Niterói, em um gesto que, para críticos, flerta com o descumprimento das orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre exposição político-eleitoral em eventos públicos.



Lula invadiu a pista, posou com bandeira e participou ativamente do momento de exaltação à escola, cuja apresentação contou com forte apoio institucional. Ao seu lado estavam justamente dois prefeitos alinhados ao Planalto: Rodrigo Neves, de Niterói, e Eduardo Paes, do Rio de Janeiro — ambos apontados como patrocinadores e entusiastas da homenagem.


A presença do presidente na pista — espaço tradicionalmente reservado às escolas e seus componentes — foi vista por aliados como gesto espontâneo de celebração popular. Já para críticos, o episódio reforça a estratégia de exposição política antecipada em ambientes festivos, usando o Carnaval como palco de construção de narrativa pública.


Rodrigo Neves, prefeito de Niterói, acompanhou Lula de perto no desfile da escola de sua cidade, enquanto Eduardo Paes, prefeito do Rio, também esteve presente no evento. A cena simbolizou uma convergência política explícita entre o presidente e dois gestores municipais que mantêm alinhamento com o governo federal.


Para opositores, a imagem do chefe do Executivo federal dividindo os holofotes com prefeitos aliados, em meio a um evento patrocinado com recursos públicos e privados, levanta questionamentos sobre os limites entre celebração cultural e promoção política.


O gesto de Lula ocorre em meio a debates recentes sobre a atuação do TSE em casos envolvendo outros líderes políticos e possíveis enquadramentos por campanha antecipada. Críticos argumentam que há tratamento desigual quando se trata de figuras alinhadas ao atual governo.


Enquanto apoiadores defendem que a participação do presidente no desfile faz parte da tradição democrática e cultural do país, opositores apontam que a repetição desses movimentos em grandes eventos populares pode configurar, no mínimo, uma estratégia cuidadosamente calculada de exposição eleitoral.

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