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Com a cidade em caos por causa das chuvas, Paes prioriza Carnaval e libera mais R$ 51,6 milhões

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Com a cidade alagada e moradores enfrentando prejuízos e abandono, prefeitura prioriza repasses milionários para a folia ”



Em meio a um cenário de fortes chuvas, ruas submersas e transtornos generalizados para a população, o prefeito Eduardo Paes autorizou a liberação de R$ 51,6 milhões em recursos públicos para o Carnaval de 2026. A medida foi formalizada às vésperas da festa e chama atenção pelo contraste com a realidade enfrentada diariamente por milhares de cariocas.



Por meio da Riotur, a prefeitura destinou mais de R$ 25 milhões apenas para as escolas de samba do Grupo Especial. Cada uma das 12 agremiações receberá R$ 2,15 milhões para custear fantasias, alegorias e toda a estrutura dos desfiles na Marquês de Sapucaí.


Além disso, foram aprovados outros R$ 14,8 milhões para as escolas da Série Ouro, por meio da Liga RJ. Já as agremiações das Séries Prata, Bronze e do Grupo de Avaliação, que desfilam na Intendente Magalhães, receberão R$ 10,9 milhões via Superliga Carnavalesca. Somados, os repasses chegam a R$ 51,6 milhões bancados com dinheiro público.


A liberação desses recursos ocorre enquanto a cidade enfrenta alagamentos recorrentes, interrupções no transporte, prejuízos ao comércio e dificuldades no deslocamento da população. Problemas estruturais antigos, como falhas no sistema de drenagem e ausência de ações preventivas eficazes, seguem sem solução concreta por parte da administração municipal.


A escolha evidencia as prioridades da gestão. Em vez de concentrar esforços em medidas emergenciais, apoio às famílias afetadas e investimentos estruturais para minimizar os impactos das chuvas, a prefeitura opta por ampliar o financiamento da festa. Para críticos, a decisão reforça uma lógica política conhecida, que aposta no apelo do Carnaval como vitrine, mesmo diante de um cenário de crise urbana.


O Carnaval, um dos maiores símbolos culturais do Rio, acaba novamente inserido no centro do debate político. Em uma cidade que convive com enchentes, insegurança e infraestrutura precária, o investimento milionário na folia levanta questionamentos sobre o uso dos recursos públicos e sobre quais, afinal, são as verdadeiras prioridades da Prefeitura do Rio.

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