Fux vira o jogo no Rio e bagunça disputa pelo governo: novos nomes surgem na Alerj
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Decisão do STF tira favoritos da corrida, fortalece deputados e abre espaço para André Corrêa, Portinho e nova briga pelo comando da Assembleia

A decisão do ministro Luiz Fux, do STF, caiu como uma bomba na política do Rio de Janeiro e mudou completamente o rumo da disputa pelo governo do estado.
Com as novas regras para a eleição indireta, quem está no governo não pode mais disputar o cargo. Na prática, isso desmontou o cenário que já estava sendo desenhado e obrigou os grupos políticos a começarem praticamente do zero.
Agora, os nomes começam a surgir dentro da própria Assembleia Legislativa (Alerj) ou nos bastidores dos partidos.
Entre os primeiros cotados está o ex-deputado André Corrêa, ligado ao PP e com proximidade com o grupo do prefeito Eduardo Paes. Mesmo evitando assumir publicamente a candidatura, ele já aparece como opção nos bastidores.
Outro nome que ganha força é o do senador Carlos Portinho (PL), que pode representar o grupo mais próximo do Palácio Guanabara.
Mas o cenário ainda é de muita incerteza — e novas candidaturas podem surgir a qualquer momento.
Disputa também atinge comando da Alerj
A mudança provocada por Fux não mexeu só na eleição para governador. Dentro da Alerj, já se fala abertamente na possibilidade de troca no comando da Casa.
Isso pode acontecer caso o presidente afastado, Rodrigo Bacellar, renuncie ou perca apoio suficiente entre os deputados.
Se houver nova eleição interna, o grupo ligado ao governo deve lançar o deputado Douglas Ruas como candidato. Do outro lado, a oposição articula nomes como Rosenverg Reis.
Nos bastidores, a estratégia já começa a ser desenhada: primeiro eleger um novo presidente da Alerj e só depois escolher o governador tampão.
Mais poder para os deputados e menos controle dos partidos
Um dos pontos mais polêmicos da decisão de Fux foi a imposição do voto secreto na eleição indireta.
Na prática, isso dá mais liberdade aos deputados e reduz o controle dos partidos e do próprio governo sobre os votos.
Sem a obrigação de declarar publicamente em quem votam, parlamentares ficam menos pressionados e o resultado da eleição se torna ainda mais imprevisível.





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