Ex companheira do traficante "Nem" da Rocinha, vai para prisão domiciliar
- 18 de jul. de 2025
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A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quinta-feira (17), a concessão de prisão domiciliar para Danúbia de Souza Rangel, ex-companheira do traficante Nem da Rocinha. Ela havia sido detida no último dia 5, dentro de uma maternidade na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, momentos após dar à luz.
Danúbia foi presa com base em uma condenação por tráfico de drogas, cuja pena foi fixada em nove anos e quatro meses de reclusão em regime fechado, conforme decisão anterior do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). No entanto, a defesa solicitou a substituição por prisão domiciliar, alegando que a filha recém-nascida da ré tem síndrome de Down e necessita de cuidados especiais.
A solicitação foi acatada pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega, do Gabinete de Execuções Penais, com base na legislação que permite o benefício a mães de crianças menores de 12 anos. Na decisão, o magistrado impôs uma série de restrições rigorosas para que Danúbia permaneça em casa:
permanência integral na residência, com exceção de atendimentos médicos;
uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, que deve ser carregada por ao menos três horas diárias;
proibição de receber visitas, salvo moradores, profissionais de saúde ou funcionários;
vedação de saída do estado sem autorização judicial;
obrigação de informar previamente à Justiça sobre qualquer mudança de endereço.
Após ser detida na maternidade, Danúbia foi levada para a Unidade Materno-Infantil (UMI), em Bangu, onde permaneceu com a filha até a decisão da prisão domiciliar ser oficializada. O local é estruturado para abrigar detentas com filhos recém-nascidos por até um ano.
Em vídeo publicado nas redes sociais durante sua permanência na UMI, Danúbia declarou estar em uma nova fase de sua vida e disse ter consciência da ordem de prisão antes de procurar atendimento médico.
“Não vou mentir, eu sabia do mandado há uns 20 dias. Mas minha filha estava pélvica e precisava de cesárea. Optei pela vida dela e pela minha. Não cometi crime nenhum”, disse.
Com passagens anteriores por tráfico de drogas e associação criminosa, Danúbia é conhecida por apelidos como “Xerifa da Rocinha” e “Primeira-Dama”. Ela havia deixado o sistema prisional em 2024. Já seu ex-companheiro, Nem da Rocinha, segue preso desde 2011.





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