Entregadores por aplicativo realizam protesto em Niterói
- 2 de abr. de 2025
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Na noite desta terça-feira (1º de abril), trabalhadores de entrega por aplicativo promoveram uma manifestação em Niterói, percorrendo diversas regiões da cidade, incluindo a Zona Sul, Zona Norte e a Região Oceânica. O movimento faz parte de uma mobilização nacional que tem ganhado força em várias cidades do Brasil, buscando melhorias nas condições de trabalho e reajustes na remuneração.
A paralisação, iniciada na segunda-feira (31), reflete o crescente descontentamento da categoria com as tarifas pagas por entrega e a falta de regulamentações que garantam maior segurança e dignidade para os profissionais. Entre as principais reivindicações dos entregadores estão:
Estabelecimento de um valor mínimo de R$ 10 por entrega;
Reajuste no pagamento por quilômetro rodado, passando de R$ 1,50 para R$ 2,50;
Limite de 3 km para entregas realizadas por bicicleta;
Pagamento individualizado para cada pedido, mesmo quando agrupados em uma mesma rota.
No Rio de Janeiro, uma manifestação realizada na região da Avenida Maracanã, na Tijuca, resultou na detenção de 12 pessoas. Segundo informações da Polícia Militar, os manifestantes teriam tentado impedir outros profissionais de continuarem trabalhando, exigindo adesão ao movimento. Diante da situação, o policiamento foi reforçado e os detidos foram encaminhados à 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca), sob acusação de coagir colegas de trabalho e promover atos de violência durante o protesto.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como iFood, Rappi e 99, divulgou nota afirmando que as plataformas operam com um modelo que busca equilibrar os interesses dos entregadores e dos consumidores. A entidade reforçou seu apoio à regulamentação do setor, destacando a importância da segurança jurídica e da proteção social para os profissionais. Segundo levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a renda média dos entregadores aumentou 5% acima da inflação entre 2023 e 2024, chegando a R$ 31,33 por hora trabalhada.
O iFood, em nota separada, afirmou respeitar o direito dos trabalhadores à manifestação pacífica e se dispôs a dialogar sobre melhorias nas condições de trabalho. A empresa também mencionou que está avaliando reajustes nos valores pagos por quilômetro rodado ao longo deste ano. Além disso, ressaltou que oferece aos entregadores parceiros seguros pessoais gratuitos, acesso a planos de saúde, suporte jurídico e psicológico, além de programas educacionais e canais para denúncias de assédio ou discriminação.





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