Eduardo Paes deve anunciar Jane Reis, irmã de Washington Reis, como vice em articulação com o MDB
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Acordo com o MDB amplia base de Paes e fortalece influência da Baixada na chapa.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, deve anunciar a advogada Jane Reis como candidata a vice em sua futura chapa ao governo do estado. A indicação faz parte de um acordo político com o MDB fluminense e consolida a aproximação do prefeito com o grupo político liderado por Washington Reis, atual secretário estadual e ex-prefeito de Duque de Caxias.
A negociação envolve mais do que a escolha do nome para vice. Nos bastidores, o MDB deve ganhar protagonismo na construção da campanha estadual e ampliar espaço na estrutura política ligada ao projeto de Paes, incluindo influência em articulações regionais e participação na definição de estratégias eleitorais.
A entrada da família Reis na composição é vista como uma tentativa clara de ampliar o alcance eleitoral de Paes fora da capital. A Baixada Fluminense, onde o grupo mantém forte influência política e capilaridade social, é considerada um dos principais territórios decisivos numa eleição estadual.
A aposta é que a presença de Jane Reis na chapa ajude a reduzir resistências ao nome do prefeito em regiões onde ele tradicionalmente enfrenta maior desconfiança, além de abrir diálogo com segmentos religiosos e lideranças comunitárias.
MDB ganha peso e reorganiza o tabuleiro político
O partido, que nos últimos anos perdeu protagonismo em disputas majoritárias, passa a se recolocar no centro do jogo ao se associar a um dos nomes mais competitivos da política fluminense.
Para aliados de Paes, a composição indica pragmatismo eleitoral: construir uma coalizão ampla, baseada em influência territorial e estrutura política consolidada, antes mesmo do início formal da corrida pelo Palácio Guanabara.
Sinalização para a disputa de 2026
A escolha da vice demonstra que a estratégia do prefeito passa por ampliar alianças e reduzir a fragmentação política do campo que pode apoiá-lo. O movimento também sugere que a eleição estadual deverá ser marcada menos por debates ideológicos e mais por articulações de força regional e alianças partidárias.
Caso confirmada, a chapa sinaliza uma campanha focada na construção de base política sólida, com forte presença no interior e nas regiões metropolitanas fora da capital — territórios historicamente decisivos nas eleições do Rio.





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