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De “fantasma” da EMUSA a Subsecretário: Rodrigo Taxista é promovido na gestão Rodrigo Neves

  • há 2 horas
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Após exoneração em meio a escândalos, aliado político retorna à Prefeitura com salário estimado em R$ 17 mil e assume cargo ligado a fundo milionário para taxistas



A política de Niterói mostra que alguns nomes conseguem atravessar crises, eleições e exonerações com uma impressionante capacidade de permanência.


Rodrigo Lopes Cosendey, conhecido como Rodrigo Taxista, foi nomeado no dia 12 de fevereiro de 2026 para o cargo de Subsecretário da Coordenadoria de Táxi, Transporte Complementar e Fretamento, vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública. A nomeação foi publicada no Diário Oficial por meio da Portaria nº 94/2026 12 (3). No mesmo ato, ele foi exonerado do cargo anterior e imediatamente alçado à nova função.



Rodrigo Taxista esteve entre os quase mil exonerados da EMUSA em 2023, após o escândalo envolvendo funcionários que, segundo denúncias amplamente divulgadas à época, não estariam exercendo regularmente suas funções.



Apesar da repercussão, ele permaneceu orbitando a máquina pública. Em 2024, voltou a disputar o cargo de vereador, novamente sem sucesso nas urnas. Passado o processo eleitoral, retornou aos cargos comissionados da Prefeitura até chegar ao atual posto de subsecretário.


A trajetória chama atenção não apenas pela resiliência política, mas pela consistência da permanência dentro da estrutura administrativa.



Antes da atual nomeação, Rodrigo também integrou a JARI, Junta Administrativa de Recursos de Infração, órgão responsável por analisar recursos de multas de trânsito. A função tem impacto direto sobre motoristas e, especialmente, sobre a categoria dos taxistas.


Agora, como subsecretário, ele passa a atuar em uma coordenadoria que também está ligada ao programa Niterói Taxi Novo, responsável pela gestão de um fundo de empréstimos destinado aos taxistas do município. Trata-se de uma estrutura que movimenta recursos públicos relevantes e exige planejamento, controle e capacidade de gestão.


Com salário estimado na faixa dos 17 mil reais mensais e agora à frente de uma coordenadoria que administra políticas diretamente ligadas à categoria dos taxistas, Rodrigo Taxista chega ao ponto mais alto de sua trajetória dentro da máquina pública municipal.


A discussão, neste momento, vai além da formação técnica ou do currículo. O que chama atenção é o tamanho da estrutura que passa a ser comandada. Trata-se de uma coordenadoria com influência direta sobre uma categoria organizada, numerosa e historicamente mobilizada em períodos eleitorais.


A gestão de um fundo de empréstimos voltado aos taxistas, aliada à capacidade de articulação administrativa e política do cargo, naturalmente amplia o alcance e o poder de influência de quem ocupa a função.


Quando cargos estratégicos concentram poder administrativo e capilaridade eleitoral, o debate deixa de ser apenas sobre nomeações. Passa a ser sobre o uso da máquina pública.

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