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Colapso no abastecimento de água revela abandono de Areal

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Secretaria opera sem estrutura mínima, tubulação antiga e bairros inteiros seguem sem abastecimento regular



A crise no abastecimento de água em Areal deixou de ser um problema pontual e passou a retratar, de forma clara, a omissão da Prefeitura diante de um serviço essencial. Mesmo com quase 12 mil habitantes, o município mantém um sistema frágil, improvisado e sem qualquer planejamento de contingência.


A responsabilidade pelo abastecimento está concentrada na Secretaria de Execução de Recursos Hídricos, que opera com um orçamento irrisório e pouco mais de cinco funcionários para atender toda a cidade. A situação beira o absurdo quando se constata que não existe equipe de plantão. Ou seja: se um cano estoura ou a água acaba fora do horário comercial, a população simplesmente fica sem resposta até o próximo expediente.


A precariedade não para aí. O município possui apenas um caminhão-pipa, que sequer conta com motorista. O próprio secretário acumula funções, dirigindo o veículo e operando máquinas, numa demonstração clara de desorganização administrativa e falta de estrutura mínima para lidar com emergências.


Tubulações antigas ignoradas pela gestão


Nos bairros que ainda recebem água, o fornecimento é marcado por quedas constantes, causadas por uma rede antiga e deteriorada. Os rompimentos são frequentes, previsíveis e conhecidos pela Prefeitura. Ainda assim, nenhuma ação efetiva é adotada para modernizar a tubulação ou evitar novos colapsos, deixando moradores reféns de um sistema que falha repetidamente.


O caso mais emblemático do descaso é o do bairro Cedro. Desde 2020, moradores aguardam o cumprimento da promessa de abastecimento feita após a perfuração de dois poços pelo prefeito da época. Com a mudança de governo, a expectativa era de que a nova gestão, que cobrava a obra quando estava na oposição, finalmente resolvesse o problema.


Quase seis anos depois, a realidade é outra: os poços não abastecem o bairro e a água nunca chegou às casas. A promessa virou silêncio, e o bairro segue abandonado pelo poder público.

Enquanto isso, a Prefeitura de Areal assiste passivamente ao agravamento da crise, sem apresentar soluções, cronograma de obras ou sequer um plano emergencial. A falta d’água, que deveria ser exceção, tornou-se rotina, resultado direto da negligência da gestão municipal com um direito básico da população.

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