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Vereadores denunciam campanha antecipada para Lula no Carnaval

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    Redação
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Representação cita financiamento milionário da Prefeitura de Niterói com recursos dos royalties do petróleo



Parece que a Acadêmicos de Niterói “atravessou o samba” e o que era para ser festa virou caso de Ministério Público. Os vereadores Douglas Gomes e Daniel Marques, ambos do PL, apresentaram uma representação denunciando o uso do Carnaval como campanha antecipada disfarçada, com dinheiro público e exaltação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Vereadores Douglas Gomes e Daniel Marques, ambos do PL de Niterói
Vereadores Douglas Gomes e Daniel Marques, ambos do PL de Niterói

A denúncia é em face do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e de Lula, apontados como responsáveis e beneficiários do samba-enredo que a Acadêmicos de Niterói levará à Sapucaí em 2026. A letra faz elogios diretos ao presidente, cita o número 13 do PT, repete slogans políticos e termina com o conhecido “Olê, olê, olê, olá, Lula! Lula!”, marca clássica de campanhas eleitorais.


O principal problema, segundo os vereadores, é o uso de verba pública. A Prefeitura de Niterói destinou cerca de aproximadamente R$ 2 milhões para a Acadêmicos de Niterói. O dinheiro vem dos royalties do petróleo, ou seja, do bolso do contribuinte.



O foco da denúncia é o desvio de finalidade, quando um evento cultural de massa, financiado com recursos públicos, passa a funcionar como propaganda eleitoral antecipada. A representação lembra, inclusive, que a legislação eleitoral não exige pedido explícito de voto para caracterizar irregularidade. Basta a promoção pessoal, o contexto eleitoral e o potencial de influenciar o eleitorado.


Douglas Gomes e Daniel Marques pedem que o Ministério Público Eleitoral adote medidas preventivas para impedir o uso do nome, da imagem, de slogans e de símbolos eleitorais ligados a Lula no desfile, ou determine a adequação do enredo para afastar qualquer promoção política personalizada.


O objetivo, segundo a representação, não é barrar o Carnaval, mas impedir que a festa seja usada como palanque eleitoral financiado com dinheiro público.

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