Royalties em Debate: Rodrigo Neves é declarado 'persona non grata' em São Gonçalo após polêmica!
- 30 de abr. de 2025
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Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), expressou sua oposição ao acordo de redistribuição dos royalties do petróleo com os municípios de São Gonçalo, Magé e Guapimirim. A Câmara de Vereadores de São Gonçalo, cidade natal de Neves, aprovou uma moção de repúdio contra ele, tornando-o "persona non grata" na região.
Durante a sessão da Câmara, realizada na noite desta terça-feira (29), os vereadores votaram 17 a 3 a favor da moção. O presidente da Câmara, Piero Cabral (Republicanos), não participou da votação, e seis vereadores estiveram ausentes. Apesar do apoio de outros prefeitos, como Eduardo Paes (PSD) do Rio e Washington Quaquá (PT) de Maricá, que se mostraram dispostos a compartilhar parte dos royalties, Neves decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a redistribuição.
Em sua proposta, o prefeito sugere a criação de um fundo intermunicipal que teria a supervisão das Câmaras de Vereadores e de um conselho composto por representantes das cidades envolvidas. Os recursos desse fundo seriam destinados exclusivamente a áreas como saúde, educação, segurança e transporte, com a possibilidade de Niterói ceder até R$ 350 milhões.
Na parte da tarde, Neves também enfrentou protestos durante a sessão da Assembleia Legislativa, onde seu aliado Vitor Junior (PDT) tentou defendê-lo, mas acabou isolado. Os vereadores Vinicius Cozzolino (União) e Guilherme Delaroli (PL) criticaram a posição do prefeito, com Delaroli afirmando que não concorda que Niterói determine como os outros municípios devem investir os royalties. Renan Jordy (PL), opositor de Neves, aproveitou a oportunidade para questionar sua postura em relação ao processo democrático.
A Prefeitura de Niterói emitiu uma nota esclarecendo que a Procuradoria do município protocolou uma petição relacionada à questão dos royalties, visando garantir a conformidade com as normas e legislações vigentes. A nota também reafirma o compromisso da administração em respeitar as regulamentações legais, o que impede a celebração de acordos que não estejam dentro dos limites estabelecidos pela lei.





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