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Prefeito de Niterói evita chamar ditadura pelo nome e ignora crise no próprio quintal

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    Redação
  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura

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A recente postagem do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, sobre a situação política da Venezuela gerou controvérsia ao adotar um discurso genérico de “preocupação com a democracia” sem reconhecer um fato amplamente consolidado pela comunidade internacional: a Venezuela vive hoje sob uma ditadura.


A nota divulgada pela Rede Mercocidades, compartilhada pelo prefeito, fala em “mediação política”, “diálogo” e “solução pacífica de controvérsias”, mas omite a natureza autoritária do regime de Nicolás Maduro, marcado pela ausência de eleições livres, repressão à oposição, censura à imprensa e graves violações de direitos humanos.


A tentativa de tratar um regime autoritário como se fosse apenas um conflito político a ser mediado não é neutralidade — é conivência retórica. Em vez de condenar com clareza um governo que reprime seu próprio povo, o prefeito opta por um texto burocrático e ideológico, que dilui responsabilidades e relativiza a gravidade da crise venezuelana.


Enquanto isso, Niterói enfrenta problemas urgentes que seguem sendo ignorados. A cidade convive com altos demandas na saúde pública, gargalos na mobilidade urbana, desigualdade social crescente e reclamações constantes sobre a qualidade dos serviços públicos. Ainda assim, o prefeito prefere investir tempo e discurso em temas externos, distantes da realidade diária da população.


Defender a democracia não pode ser apenas um slogan seletivo, acionado conforme conveniências ideológicas. Quem relativiza ditaduras fora de casa perde autoridade para discursar sobre democracia dentro dela.


Ao evitar uma condenação clara ao regime venezuelano e optar por uma retórica vazia de integração regional, o prefeito de Niterói demonstra mais preocupação com posicionamento político do que com coerência democrática — enquanto os problemas reais do município seguem sem resposta.

“Defender a democracia no discurso internacional não substitui a obrigação de garantir transparência, participação popular e eficiência administrativa no âmbito local”, avaliam analistas políticos.


Enquanto o prefeito evita chamar a ditadura venezuelana pelo nome e aposta em discursos genéricos de integração regional, moradores de Niterói seguem cobrando ações concretas, gestão eficiente e foco nos desafios reais do município — missão para a qual o chefe do Executivo foi eleito.

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