"Mamãe, eu tampei os olhos." Suspeita de Abuso Sexual em Escola Municipal de Niterói gera revolta
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O caso ocorreu no banheiro da escola Mestra Fininha. Populares foram até o local e a rua chegou a ser interditada no inicio na tarde desta quinta-feira

A Polícia Civil e a Secretaria Municipal de Educação de Niterói acompanham a apuração de uma grave denúncia de suposto assédio sexual ocorrido no interior da Escola Municipal Mestra Fininha, localizada no bairro do Barreto. O episódio, que teria vitimado uma aluna de apenas 7 anos, mobilizou pais e responsáveis em um protesto na porta da unidade, onde cobraram medidas urgentes de segurança e transparência por parte da direção.
O Relato e a Investigação
De acordo com informações fornecidas pela família, o fato teria ocorrido dentro do banheiro da escola. A criança relatou que um homem, com o rosto coberto e trajando um casaco preto, teria exibido as partes íntimas para ela. Em um depoimento que comoveu a comunidade, a menina afirmou à mãe: "Mamãe, eu tampei os olhos porque eu sei que não posso ver isso".
As autoridades agora buscam identificar o suspeito e entender como houve o acesso ao local. O caso é tratado com cautela jurídica, dado que os fatos ainda estão sob investigação dos órgãos competentes.
O desdobramento político do caso aumentou a tensão no Barreto. O vereador Douglas Gomes (PL), na qualidade de vice-presidente da Comissão Permanente dos Direitos Humanos da Mulher, da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Niterói, compareceu à escola para acompanhar os fatos. No entanto, o parlamentar foi impedido de participar da reunião oficial entre a mãe da vítima, a direção da unidade e representantes da prefeitura.
Em suas redes sociais, o parlamentar manifestou indignação, classificando o bloqueio como uma tentativa da prefeitura de "abafar" o ocorrido para evitar maior repercussão negativa. Segundo o vereador, o cerceamento ao seu trabalho de fiscalização compromete a transparência que um caso de tamanha gravidade exige da administração pública.

A denúncia na Escola Mestre Fininha traz à tona uma falha estrutural apontada pela oposição. Em entrevista, o vereador Douglas Gomes afirma ter protocolado Projetos de Lei em 2021 e 2023 que previam a instalação obrigatória de câmeras de segurança em todas as unidades da rede municipal. O projeto, que visava justamente prevenir e auxiliar na elucidação de supostos crimes como este, nunca foi votado e acabou sendo arquivado pela base governista na Câmara Municipal."
Pais e responsáveis que protestavam na porta da unidade também denunciaram um problema crônico que assola a Escola Mestra Fininha: o déficit de funcionários de apoio. Segundo os relatos, a escassez de porteiros e inspetores de alunos compromete o controle de acesso e a vigilância nos pátios e corredores, criando brechas que deixam as crianças em situação de extrema vulnerabilidade.
Para os pais, o episódio é o resultado direto de uma gestão municipal que negligencia a contratação de pessoal qualificado para a monitoria escolar, permitindo que o ambiente de ensino se torne inseguro e desassistido.





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