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Lula estreita laços com Ricardo Couto em meio a especulações sobre vaga no STJ

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Reuniões reservadas com Lula e ministros em Brasília alimentam especulações sobre fortalecimento político e possível avanço ao STJ.



A recente aproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador interino do Rio, Ricardo Couto de Castro, passou a chamar atenção nos bastidores de Brasília e da política fluminense após a decisão do governo federal de autorizar a saída do Estado do Regime de Recuperação Fiscal (RRF). A medida permitirá ao Rio aderir ao Propag, novo modelo de renegociação das dívidas estaduais com a União.



Dias antes do anúncio oficial, Ricardo Couto esteve em Brasília para reuniões reservadas com Lula e também com o ministro Luiz Fux. O tema central foi o julgamento no STF sobre a redistribuição dos royalties do petróleo, considerado estratégico para as contas do Estado do Rio de Janeiro.


Nos bastidores políticos, a movimentação foi interpretada como mais do que uma simples articulação institucional. Integrantes do meio jurídico avaliam que Ricardo Couto tenta ampliar sua proximidade com o Palácio do Planalto em meio às especulações sobre futuras indicações para tribunais superiores, especialmente após a abertura de vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ).


A aproximação também gera críticas entre setores da oposição e do meio jurídico, que enxergam um excesso de alinhamento entre o chefe do Executivo federal e integrantes do Judiciário fluminense em um momento delicado para o Estado. Para críticos, o gesto reforça a tradicional política de influência e articulação de bastidores promovida pelo governo Lula, frequentemente acusado por adversários de ampliar relações políticas dentro das instituições.


Ao mesmo tempo, aliados de Ricardo Couto afirmam que o diálogo com Brasília foi necessário para proteger os interesses do Rio na disputa bilionária dos royalties do petróleo e garantir melhores condições fiscais para o Estado.


Com a adesão ao Propag, a expectativa do governo estadual é reduzir significativamente o valor mensal pago da dívida com a União, abrindo espaço para novos investimentos e diminuindo a pressão sobre o caixa estadual. Ainda assim, opositores alertam que a dependência política do Rio em relação ao governo federal pode aumentar diante desse novo cenário.

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