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Justiça bloqueia R$ 52 bilhões em operação que mira Cláudio Castro

  • há 1 hora
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15/5), a Operação Sem Refino, que apura a atuação de um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de usar complexa estrutura empresarial e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. A ação tem entre os alvos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).


A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros dos investigados, além da suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas.


O valor chama a atenção por estar entre os maiores bloqueios patrimoniais já realizados em apurações conduzidas pela Polícia Federal.


Ao todo, policiais federais cumprem 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nas seguintes unidades da Federação: Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


A diligência policial também resultou na inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localização e prisão internacional de foragidos.


Segundo a PF, as apurações identificaram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de uma refinaria vinculada ao grupo econômico investigado.


A operação integra as investigações conduzidas no âmbito da ADPF nº 635/RJ, ação que trata da atuação de organizações criminosas e de possíveis conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro. A Receita Federal presta apoio técnico às diligências.


Desde as primeiras horas da manhã, viaturas da Polícia Federal foram vistas no condomínio onde Cláudio Castro mora, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.


A ação ocorre em meio ao agravamento da crise política envolvendo o ex-governador. Castro renunciou ao cargo em 23 de março, um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que terminou com sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.


Com a renúncia, a cassação do mandato acabou considerada prejudicada pela Corte eleitoral, abrindo disputa jurídica no Supremo sobre a forma de escolha do governador-tampão que comandará o estado até as eleições regulares de outubro.


Atualmente, o governo do Rio está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto.


Mesmo fora do Palácio Guanabara, Cláudio Castro segue articulando nos bastidores e pretende disputar vaga ao Senado nas eleições deste ano







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