Carnaval ou campanha? Acadêmicos de Niterói transforma ensaio em ato político e ataque ao ex-presidente
- Redação

- há 4 horas
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Dinheiro do contribuinte é usado para atacar Bolsonaro e exaltar Lula em pleno Carnaval deixando ensaio com clima de campanha antecipada

O episódio ocorrido durante o ensaio da Acadêmicos de Niterói na noite de ontem (30/01) expõe uma distorção que tem se tornado recorrente no debate público brasileiro: a utilização de recursos oriundos dos pagadores de impostos para iniciativas que extrapolam o campo cultural e avançam sobre o terreno da disputa político-ideológica.
O que deveria ser uma manifestação artística e popular acabou ganhando contornos de posicionamento político explícito, com críticas direcionadas a adversários e exaltação de figuras ligadas ao atual governo. A presença de Marcelo Freixo, presidente da Embratur, em um contexto que remete mais a palanque do que a celebração cultural, reforça a percepção de que o Carnaval foi instrumentalizado para além de sua finalidade original.

A questão central não é a liberdade artística ou a pluralidade de ideias, mas o uso de verba pública para promover narrativas políticas específicas, especialmente em um ano eleitoral. Após o governo liberar R$ 12 milhões para as escolas de samba, Marcelo Freixo chama as agremiações de "parceiras diplomáticas". Quando recursos estatais são empregados para atacar um ex-presidente e, ao mesmo tempo, enaltecer o governo de turno, surgem questionamentos legítimos sobre limites institucionais, impessoalidade administrativa e possível abuso de poder.
Diante desse cenário, a representação apresentada pelo Partido Novo ao Tribunal de Contas da União e de outros parlamentares ao MPE surge como medidas necessária para que os fatos sejam apurados com seriedade. É fundamental preservar a distinção entre cultura e propaganda, garantindo que manifestações populares não sejam confundidas com instrumentos de militância financiada pelo dinheiro público.





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