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Caos na saúde: Hospital de Areal sofre com abandono em meio à omissão da Prefeitura

  • 23 de jan.
  • 2 min de leitura

Mesmo com recursos liberados desde 2022, obra está parada, licitação foi anulada pelo TCE e unidade funciona em condições precárias



O que era para ser uma reforma aguardada pela população de Areal transformou-se em mais um retrato do descaso da Prefeitura com a saúde pública. O Hospital Nossa Senhora das Dores, principal unidade hospitalar do município, encontra-se hoje em estado alarmante, apesar de os recursos para sua reforma terem sido liberados ainda em 2022, por meio da Secretaria de Estado de Saúde.


Passado mais de um ano da chegada do dinheiro, a Prefeitura só então deu início às obras. A expectativa da população, no entanto, durou pouco. Em novembro de 2024, os serviços foram simplesmente interrompidos, sem conclusão e sem explicações claras à sociedade.


Licitação falha e mais atraso


Em março de 2025, uma nova licitação foi lançada pela gestão municipal. Novamente, o processo foi marcado por problemas. O edital acabou sendo questionado e levado ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que identificou falhas técnicas graves tanto no projeto quanto nas regras da licitação.


A situação só ganhou encaminhamento após forte pressão política. O vereador Robinho da Vila, ao lado do deputado estadual Douglas Gomes, cobrou publicamente providências diante do colapso da obra e do sofrimento da população.


Em 20 de agosto de 2025, o plenário do Tribunal de Contas decidiu anular o edital, reconhecendo oficialmente os erros cometidos pela Prefeitura no processo licitatório.

Desde então, o que se vê é silêncio e inércia. Até hoje, nenhum novo edital foi publicado.


Hospital funciona à base de improviso


Enquanto a Prefeitura não age, o hospital segue funcionando em condições precárias e perigosas. O cenário atual é de penúria e improvisação, colocando em risco pacientes, acompanhantes e servidores.


Entre os problemas relatados estão:

  • Pias soltas em áreas de uso comum

  • Chuveiros pendurados apenas por fios

  • Gambiarras elétricas espalhadas pela unidade

  • Risco constante de choques elétricos e acidentes

O atendimento só não entrou em colapso total graças ao esforço dos profissionais de saúde, que se desdobram diariamente para oferecer um serviço minimamente digno em meio ao abandono da gestão municipal.



Estrutura comprometida e omissão


Outro ponto grave envolve a segurança estrutural do prédio. Durante a execução inicial da obra, colunas estruturais foram quebradas pela empresa contratada, sem que a Prefeitura exigisse a devida recomposição antes da paralisação dos serviços.


Até o momento, não há informações públicas sobre laudos técnicos atualizados, tampouco um plano concreto para corrigir os danos causados à estrutura do hospital.


População paga o preço da má gestão


O caso do Hospital Nossa Senhora das Dores expõe uma realidade preocupante: o dinheiro chegou, o tempo passou e a obra não aconteceu. Três anos depois, o hospital segue deteriorando, enquanto a Prefeitura acumula atrasos, erros técnicos e falta de transparência.


A população de Areal continua esperando respostas simples, mas essenciais: Quando será lançado um novo edital? Quando a obra será retomada de forma correta?


Até lá, pacientes seguem sendo atendidos em condições indignas, e o abandono da saúde pública se torna mais um capítulo da ineficiência da gestão municipal.

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