Rejeição a Lula dispara no Rio de Janeiro, com desaprovação ultrapassando 60%, revela pesquisa
- Redação

- 24 de jul. de 2025
- 2 min de leitura

Moradores da Baixada e do Centro Fluminense lideram insatisfação com o governo petista; popularidade não reage mesmo com conflito diplomático com EUA
A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta forte rejeição no estado do Rio de Janeiro, segundo levantamento do instituto Gerp divulgado nesta terça-feira (23). De acordo com a pesquisa, 60% dos fluminenses desaprovam o desempenho do chefe do Executivo federal, enquanto apenas 34% demonstram aprovação.
Os dados revelam um cenário de desgaste acentuado, sobretudo em regiões como a Baixada Litorânea e o Centro Fluminense, onde a insatisfação supera 70%. O levantamento reforça o sentimento crescente de frustração com o governo, especialmente entre eleitores que esperavam mudanças concretas em áreas como segurança pública, economia e combate à corrupção.
Apesar do Palácio do Planalto tentar impulsionar a imagem de Lula em meio às tensões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a estratégia não surtiu efeito no Sudeste. O eleitorado fluminense parece mais sensível à inflação, à alta da carga tributária e ao aumento dos combustíveis do que a disputas ideológicas com governos estrangeiros.
População cobra resultados práticos, não retórica
Para analistas independentes, a queda de popularidade de Lula no Rio reflete uma percepção de distanciamento entre o discurso oficial e a realidade vivida nas ruas. Questões como o desemprego estrutural, o esvaziamento da indústria, a desorganização nas políticas sociais e o protagonismo político do STF — visto por muitos como aliado do governo — têm contribuído para o desgaste do presidente.
A pesquisa ouviu 1.110 pessoas entre os dias 16 e 21 de julho em diversas regiões do estado. A margem de erro é de 3,02 pontos percentuais. Ainda segundo o instituto Gerp, os números de desaprovação tendem a se repetir em outros centros urbanos do Sudeste, sugerindo um desgaste nacional que desafia a comunicação do governo petista.





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