Polícia Civil do RJ Desarticula Esquema de Compra Ilegal de Créditos de Vale-Refeição e Riocard
- Redação

- 28 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 31 de mar. de 2025

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28), a Operação Fake Food, com o objetivo de combater um esquema ilegal de compra e venda de créditos de vales-refeição, alimentação e transporte. As investigações apontam que uma única empresa, localizada na Taquara, movimentou aproximadamente R$ 10 milhões nos últimos dois anos por meio dessas transações irregulares.
A prática de trocar créditos de cartões-benefício por dinheiro em espécie, ainda que com a aplicação de um percentual de desconto, é considerada crime pela legislação trabalhista. Tanto os vendedores quanto os compradores podem ser responsabilizados legalmente.
Investigação e Modus Operandi
Agentes da 41ª DP (Tanque) cumpriram mandados de busca e apreensão em um endereço de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Durante a ação, foi necessário arrombar a porta do escritório investigado.
As investigações tiveram início em janeiro, após uma empresa de segurança relatar movimentações financeiras suspeitas relacionadas ao pagamento de vales-refeição para seus funcionários. Os valores transferidos eram incompatíveis com a quantidade real de empregados.
A apuração revelou que uma funcionária do setor de recursos humanos da empresa denunciada estaria emitindo cartões em nome de ex-funcionários e até de candidatos que ainda estavam em processo seletivo. Após confessar a fraude, a suspeita levou os investigadores a um estabelecimento na Freguesia, que supostamente operava como loja de compra de ouro, mas era utilizado para esvaziar os cartões-benefício ilegalmente.
Ligação com Lavagem de Dinheiro
De acordo com a polícia, os valores obtidos com a compra dos créditos eram pagos em dinheiro vivo, o que indica possível lavagem de dinheiro. O estabelecimento responsável pela operação cobrava um percentual de 18% sobre cada transação.
O delegado Ricardo Barbosa, titular da 41ª DP, destacou que essa é apenas a primeira fase da investigação. “Com o material apreendido, vamos aprofundar a análise financeira das empresas envolvidas e rastrear a origem e o destino dos valores desviados”, afirmou.
A operação segue em andamento, e novas fases poderão ser deflagradas conforme o avanço das investigações.





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