Justiça suspende transferência do Sambódromo, e vice-prefeito reforça: “O Carnaval do Rio é carioca”
- Redação

- 18 de jul. de 2025
- 2 min de leitura

O vice-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), comemorou nesta sexta-feira (18) a decisão da Justiça que suspende, de forma liminar, a transferência da gestão do Sambódromo da Marquês de Sapucaí da Prefeitura para o governo do estado. Segundo Cavaliere, a medida reafirma o papel da Prefeitura na organização do Carnaval carioca e garante o respeito à legislação vigente.
“O Sambódromo pertence à cidade do Rio há muitas décadas. O Carnaval é organizado pela Prefeitura, com protagonismo da Liesa e das escolas de samba, mas a gestão do espaço é, e sempre foi, responsabilidade do município. A Justiça apenas confirmou o que já sabíamos: o Sambódromo é carioca”, afirmou em coletiva de imprensa.
A suspensão da transferência atende a uma ação movida pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), que questionou a constitucionalidade da lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) — proposta de autoria do deputado Rodrigo Amorim (União Brasil) e promulgada após a derrubada do veto do governador Cláudio Castro (PL).
A liminar, assinada pelo desembargador Benedicto Abicair, determina que a nova lei permaneça sem efeito até o julgamento do mérito no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Tensão entre Paes e base do governo estadual
Cavaliere aproveitou a decisão judicial para criticar a condução política do caso por parte de setores da Alerj. “Houve uma tentativa de ruptura com o comportamento institucional entre o município e o estado, que infelizmente foi desrespeitado por alguns segmentos da Assembleia Legislativa”, declarou.
A disputa em torno do Sambódromo ocorre em meio ao acirramento entre o grupo político do prefeito Eduardo Paes e a base aliada do governador Cláudio Castro. A tensão reflete o cenário pré-eleitoral de 2026, que já opõe a candidatura do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), ao governo estadual, com o apoio do Palácio Guanabara, e o bloco de oposição articulado por Paes.





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