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Furto de cabos deixa cidade da polícia sem energia.

  • 29 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

Fragilidade nas infraestruturas públicas e a impunidade permeiam crimes como o furto de cabos de energia.








A madrugada desta segunda-feira, 29 de janeiro de 2025, trouxe à tona uma questão que se arrasta na cidade do Rio de Janeiro: a fragilidade das infraestruturas públicas e a impunidade que permeia crimes como o furto de cabos de energia. Na ocasião, a Cidade da Polícia, complexo que abriga 15 delegacias da Polícia Civil, ficou sem fornecimento de energia elétrica após criminosos furtarem cabos essenciais para o funcionamento do local.


O furto, que resultou em um apagão em um dos maiores centros de operações da polícia no Rio, é mais do que um ato criminoso isolado. Ele revela uma vulnerabilidade estrutural de instituições que deveriam estar blindadas contra ações que afetam diretamente o serviço público.

A resposta imediata da concessionária Light, que providenciou um gerador para suprir a necessidade de energia até a normalização, pareceu suficiente para contornar a situação a curto prazo. No entanto, a atitude peca em sua falta de medidas preventivas para garantir que o sistema elétrico de um complexo de delegacias não dependa da sorte de não ser alvo de criminosos.


O que mais preocupa nesse episódio não é apenas o furto em si, mas a repetição de incidentes semelhantes que afetam diferentes áreas da cidade. Em janeiro, por exemplo, de acordo com o disk denúncia, mais de 25 mil clientes ficaram sem luz devido a furtos de cabos em diversos bairros. Um problema crônico, que sugere um descompasso entre os investimentos públicos necessários e a realidade enfrentada diariamente pela população.


Não é de hoje que esses episódio acontecem, há mais de dois anos, a administração da Cidade da Polícia vinha registrando furtos dentro do complexo, incluindo o roubo de uma máquina de fazer cigarro de 6 metros de comprimento e mais de 5 toneladas. Esses crimes constam em relatórios publicados no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do governo estadual, que narram "invasões noturnas nas dependências da Cidpol", "furtos de bens apreendidos" e "furtos de materiais das instalações prediais", inclusive um dos documentos cita que um contêiner com materiais pertencente ao Esquadrão Antibombas, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), foi arrombado e teve objetos furtados.


A Polícia, agora tenta identificar os autores do furto. Em tempos em que a cidade enfrenta uma escalada da violência e a infraestrutura básica parece sempre à mercê de ações criminosas, há a necessidade urgente de um compromisso com a segurança pública da cidade, não só nas ruas, mas também na proteção das instituições que servem a sociedade.

 
 
 

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