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Corregedoria da PM investiga Ivan Blaz (Ex-porta voz) por manter policial suspeito de extorsão em posto estratégico

  • 9 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Tenente Coronel Ivan Blaz, em foto de quando ainda era Major e Porta-voz da PM do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo
Tenente Coronel Ivan Blaz, em foto de quando ainda era Major e Porta-voz da PM do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro apura a conduta do tenente-coronel Ivan Blaz, ex-comandante do 2º BPM (Botafogo), por não ter afastado de suas funções um sargento suspeito de extorquir colegas da corporação. Mesmo ciente das acusações, Blaz manteve o policial no Serviço Reservado (P2) do batalhão.


A investigação aponta indícios de prevaricação — quando um servidor deixa de cumprir seu dever — e de violação de sigilo funcional. As suspeitas surgiram após uma denúncia formalizada pela presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Botafogo, Regina Chiaradia, ao Ministério Público Militar e à Corregedoria.


Segundo o relato, o sargento Alexandre Eduardo Nascimento teria solicitado pagamentos semanais de R$ 1 mil a dois policiais do setor de trânsito para garantir "segurança" durante o expediente. Regina afirmou ter comunicado pessoalmente a situação a Blaz, que prometeu tomar providências, mas, posteriormente, manteve o policial em uma função estratégica dentro do batalhão.

"Fiquei indignada. Ele disse que ia resolver, mas só encenou. Em vez de afastá-lo, escondeu o sargento na P2", declarou Regina.


Nascimento será julgado por um Conselho de Disciplina por concussão, crime em que o servidor exige vantagem indevida. Segundo denúncias internas, o sargento alegava ter "padrinhos" dentro da corporação.

Além de Blaz, outros dois oficiais também estão sob investigação por não terem comunicado os superiores e por permitirem a permanência de Nascimento na função.


Em nota, a Polícia Militar informou que foi aberto um procedimento administrativo para apurar todos os envolvidos no caso. Já Blaz, por meio de áudio enviado à reportagem, negou qualquer irregularidade. Ele declarou que, no momento da designação do sargento para o Serviço Reservado, não havia nenhuma investigação formal contra o policial, e classificou as acusações como infundadas.


"Não há provas em áudio, vídeo ou documentos que sustentem essa narrativa. É absurdo termos que nos defender de algo sem fundamentos", disse Blaz.


O oficial foi afastado do comando do batalhão de Botafogo em janeiro, após se envolver em uma operação polêmica. Ele teria invadido um prédio residencial no Flamengo em busca de um suposto traficante, agindo fora dos protocolos. Câmeras de segurança registraram o momento em que Blaz entrou no local, à paisana e acompanhado de uma mulher — que também seria policial —, após uma denúncia anônima que indicava a presença do criminoso.


O nome completo do suspeito não foi confirmado, mas o apelido citado coincide com o de um dos traficantes mais procurados do estado, Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como "Peixão".

 
 
 

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